Um nome completamente fora dos radares dos evangélicos poderá ser indicado para a próxima vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF), com apoio do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e do ministro Kassio Nunes Marques, o atual presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.

Ele ingressou na corte em 2006 por indicação do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva com apoio do senador Renan Calheiros (MDB-AL), de quem é próximo, o senador chegou a viajar ao Caribe para o casamento da filha do ministro do STJ.

Em 2008, Martins, natural de Alagoas, compareceu ao casamento de Renan Filho, então prefeito de Murici (AL), filho do senador. O evento teria ocorrido em salão de eventos localizada em área nobre de Brasília.

O problema é que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prometeu que enviaria um ministro “terrivelmente evangélico”, o que o próprio Martins admite que não é, segundo entrevista recente ao Estadão.

Neste sentido, a possível relatoria de Renan Calheiros na CPI da Covid pode vir a calhar e dar influência para que o senador aponte o caminho para uma possível indicação de Humberto Martins, que agradaria também o Congresso Nacional.

Caso se confirme a indicação de Humberto Martins, o presidente poderá se desgastar diante das lideranças evangélicas, que já entregaram lista tríplice no Palácio do Planalto sobre nomes que agradariam o segmento no Supremo.

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